GineHistória

O Cantinho da História

os jogos pan-helénicos 6 de Junho de 2009

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     Os grandes concursos pan-helénicos são os que oferecem melhores condições para que a colaboração entre as várias cidades aconteça. Constituíram um elemento de congregação que ultrapassava as barreiras políticas e exigia a paz temporária entre as cidades. Os jogos aparecem como um factor de união entre todos os gregos e revelam a importância que era concedida ao desenvolvimento do corpo e do espírito. Os jogos apresentam-se com um aspecto simultaneamente cívico e religioso.

     Eram numerosos os santuários, sendo os mais famosos o de Delfos, o de Olímpia, o de Nemeia e o de Corinto. Realizavam-se em todos eles com regularidade competições artístico-desportivas de carácter religioso: os jogos.   

          

  • OS JOGOS OLÍMPICOS

     Estes jogos, realizados de quatro em quatro anos eram celebrados em honra do deus Zeus, no santuário de Olimpo. Tinham a duração de cinco dias, concentrando-se, nos dois primeiros dias, actos religiosos e, nos outros, provas desportivas. Competia-se: a corrida de velocidade,  a luta, o salto, o lançamento do disco e do dardo- Pentatlo. No hipódromo realizava-se a corrida de quadrigas.

     No fim, realizava-se uma procissão e um banquete onde os vencedores eram proclamados. O prémio recebido era uma coroa de ramos de oliveira brava. Era considerada “uma coroa de Glória, já que as respectivas vitória eram perpetuadas na poesia, na pintura e na escultura, o que os fazia ascender à categoria de heróis e usufruir de honras múltiplas, aquando do regresso à sua cidade” (1), 

     A importância das Olimpíadas foi tal que vieram a ser usadas como calendário pan-helénico. A partir do cálculo do seu início em 776 a. C., contavam-se de quatro em quatro anos, correspondendo às grandes festividades. 

 

 

  • OS JOGOS PÍTICOS

     Os jogos Píticos eram celebrados em honra de Apolo, em Delfos, também de quatro em quatro anos, não coincidentes  com os Olímpicos, caracterizavam-se por terem como origem concursos musicais e, só mais tarde, acumularem festas desportivas. Os vencedores eram premiados com uma simples coroa de louros. Havia ainda os Jogos Nemeus, em Nemeia e os Ístmicos, em Corinto. A realização dos Jogos permitiu aos Gregos a tomada de consciência da sua   cultura comum.

 

(1) COUTO, Célia Pinto do e outros, O Tempo da História,  História A-10º ano, Porto, Porto Editora, 2008,  1ª  edição.

 

 

Trabalho realizado por:

 

Ana Catarina Amaral nº 2

Filipa Henriques nº 13

Flávio Marques nº 15

Jessica Inácio nº 19

 

manifestaçõs cívico-religiosas gregas

Filed under: Uncategorized — filipa92 @ 19:55

 

     Na vida dos Gregos a religião foi um factor fundamental para a sua identidade cultural. O culto, tal como actualmente, podia ter um carácter privado ou público. A participação de toda a pólis nas manifestações religiosas levava à vinda de peregrinos de todo o mundo grego, daí o carácter pan-helénico que estas manifestações assumiam.

 

O CULTO CÍVICO

     Em toda a Grécia eram adoradas as mesmas divindades mas, cada cidade tinha os seus cultos próprios venerando os deuses que eram considerados os protectores da sua cidade.

       Era aos cidadãos que era dada a função da organização do culto: realizar oferendas, velar pela manutenção dos templos e custear as festas religiosas. Este dever cívico tinha tanta importância como participar na política ou servir no exército.

     Em Atenas as festas em honra da deusa Atena Polias, a deusa da cidade, e de Dioniso, o deus do vinho, eram celebrações muito dispendiosas. Nesta pólis eram os arcontes e outros magistrados que tinham as funções religiosas e como já foi referido anteriormente os cidadãos mais ricos ajudavam a suportar as despesas.

 

  • AS PANATENEIAS

     No mês de Julho realizavam-se as Panateneias, festividades em honra de Atena. As festividades tinham um cunho marcadamente cívico porque “ao glorificarem a deusa, valorizavam também a cidade que ela protegia, alimentando o sentimento de orgulho e de união do povo ateniense” (1).

     As grandes Panateneias eram realizadas de quatro em quatro anos com um luxo extraordinário. Para estas festividades chegavam participantes de toda a Grécia.

     Durante duas semanas havia concursos lírico-musicais, danças e provas desportivas. Terminavam com uma grande procissão em que tomavam parte todos os corpos cívicos, os sacerdotes e até os metecos, em cortejo ladeado  por efebos a cavalo. Em Atenas saiam do Bairro Cerâmico, passavam pelo centro da cidade para levar à deusa sacrifícios e oferendas. À deusa Atena era oferecida a oferenda mais significativa um novo peplo que tinha sido bordado pelas donzelas das melhores famílias para vestir a deusa. O peplo era uma “peça de vestuário feminino misto de túnica e manto. O peplo que se ofertava à deusa Atena era tingido de açafrão e bordado com o tema do combate entre os deuses e os gigantes” (2).  Este tema, da procissão está esculpido no friso do Parténon, de Fídias. 

        

  • AS GRANDES DIONISÍACAS

     Celebrações dramáticas ocorriam em Março, quando a vinha despontava, em honra de Dioniso, o deus do vinho e da fertilidade. Depois de uma procissão, no primeiro dia, seguiam-se as representações preparadas pelos mais altos magistrados. Estas festividades duravam seis dias e os seus rituais deram origem ao teatro.

     De manhã à noite, sucediam-se as representações: no segundo dia, um cortejo solene levava a estátua de Dioniso para o recinto das representações, a seguir os ditirambos, declamações líricas apresentadas por um coro, no terceiro, as comédias e nos restantes as tragédias. Nos últimos três dias das festividades, no século VI a. C. coros e danças eram já verdadeiras representações dramáticas.

     Todos os atenienses podiam assistir às representações, feitas por homens dado que os papéis femininos eram também eles, representados por si. Os Actores usavam máscaras com expressões faciais exageradas. Calçavam igualmente umas botas de couro, com uns grandes saltos, apertadas nos joelhos por cordões.

     Os teatros eram localizados nos flancos das colinas e podiam levar até 14 mil espectadores.  Na primeira fila sentavam-se os sacerdotes e magistrados. Paralelamente ao culto sagrado havia competitividade. Os autores (poetas) que desejavam competir tinham que submeter primeiro as suas obras à autoridade, Archon, que escolhia uma das três peças (triologia), apresentadas a concurso. Era assim, escolhida uma triologia por cada autor para ser representada. A cada poeta era atribuído um actor principal e um patrono, o Coregos, um homem abastado que tinha como dever cívico pagar a produção. Os actores eram pagos pelo Estado. Um júri nomeava um vencedor que recebia algum dinheiro e uma coroa de hera. O seu nome era também distinguido no livro de honra da cidade com a respectiva inscrição.

     Já na Grécia Antiga havia benefícios fiscais: o Corego que financiasse uma das produções não pagava impostos nesse ano.  Ainda hoje são representadas as peças trágicas nas grandes companhias de teatro, de autores da tragédia antiga: Ésquilo (525-456 a. C.), Sófocles(c.496-406 a. C.) e Eurípides(c.480-406 a. C.). Estes autores eram naturais de Atenas e considerados os mais importantes da tragédia antiga.

     Por estarem enquadradas em festividades religiosas as peças representadas tinham um pendor de moral realçando “a sujeição do Homem aos deuses e aos seus desígnios. Mas, se se mostra incapaz de contrariar o destino que os deuses lhe traçaram, o herói das peças trágicas luta e sofre dignamente, revelando toda a grandeza da alma humana” (3).                                                                                                                                                           

     A comédia integrou mais tarde estas festividades, ocupam-se da sátira social (hábitos, modas vícios, etc.). Incitavam ao riso e à boa disposição mas sempre com um fim moralizante. Destaca-se como um dos maiores autores cómicos: Aristófanes (450-386 a. C.).

     O teatro é dos edifícios que teve maior evolução. Inicialmente era formado por grades de madeira que se instalavam na encosta de uma colina para acolher rituais religiosos. A mudança de significado das representações artísticas fez com que passassem a ter bancadas de pedra escavadas nas encostas levando ao melhoramento das condições acústicas e de visibilidade, entre outras.

     O teatro é considerado “uma das mais originais criações do génio grego”, rapidamente se espalhou a todo o mundo helénico e continua na actualidade a ser um símbolo de grande manifestação cívica e religiosa.

 

(1) COUTO, Célia Pinto do e outros, O Tempo da História,  História A-10º ano, Porto, Porto Editora, 2008,  1ª  edição.

(2)COUTO, Célia Pinto do e outros, Ob. Cit.

(3)COUTO, Célia Pinto do e outros, Ob. Cit.

 

 

Trabalho realizado por:

 

Ana Catarina Amaral nº 2

Filipa Henriques nº 13

Flávio Marques nº 15

Jessica Inácio nº 19

 

civilização helénica

Filed under: Uncategorized — filipa92 @ 19:36

 

     Desde a sua origem que a civilização helénica é essencialmente urbana. Embora a cidade precise do campo para a sua subsistência é dentro dos seus muros que vive a população mais abastada e influente e é aí que decorrem as principais actividades da vida pública. As condições naturais: proximidade do mar e a grande luminosidade entre outras fazem decorrer no exterior, a maior parte do seu viver quotidiano. O traçado das cidades vai variando com a localização geográfica e com a configuração do terreno. No entanto, há construções que estão sempre presentes: a ágora e a acrópole.

     A acrópole  era o centro da vida religiosa e política da cidade. Era aí que se localizavam as residências do rei e dos nobres e os principais templos. Ao longo dos tempos, a acrópole tornou-se acima de tudo um local de culto. Para lá se deslocavam as grandes procissões e assim como aqueles que, individualmente, queriam honrar os deuses com as suas oferendas.                              

     A vida quotidiana desenrolava-se, especialmente na parte mais baixa da cidade, na ágora ou praça pública. Na ágora encontram-se templos e altares porque para os gregos os deuses estão por todo o lado. Estes edifícios eram muito requintados, sendo obra dos melhores artistas porque este povo valorizava muito a vida religiosa e cívica. “ Se a acrópole era o centro da vida religiosa, cerimonial e patriótica, a ágora era o centro da vida quotidiana. Ambas as partes estavam unidas entre si pela via das Panateneias que conduzia aos esplêndidos monumentos da acrópole”. (1)

     Aos cidadãos, estatuto que em Atenas tinham “os indivíduos livres de sexo masculino, filhos de pais atenienses, aos quais estavam reservados, em exclusivo, a governação da cidade e outros privilégios” (2), eram exigidos impostos suplementares aos mais ricos, as liturgias, destinadas entre outras à organização das festas cívico-religiosas.

     Eram considerados como excluídos as mulheres, metecos e escravos. As mulheres só muito raramente saíam à rua com excepção para a participação nas grandes festas religiosas. Os metecos, “ designação dada ao estrangeiro, geralmente oriundo do mundo grego, que residia na pólis”, tinham muito poucos direitos cívicos um deles o de recorrer aos tribunais, o outro o de participar nas festas religiosas.

 

(1) COUTO, Célia Pinto do e outros, O Tempo da História, História A-10º ano, Porto ,Porto Editora, 2008, 1ª edição

(2) COUTO, Célia Pinto do e outros, Ob. cit.

 

Trabalho realizado por:

 

Ana Catarina Amaral nº 2

Filipa Henriques nº 13

Flávio Marques nº 15

Jessica Inácio nº 19

Rui Sá nº 24

 

Democracia actual

Filed under: Uncategorized — filipa92 @ 19:20

 

     Viver em democracia significa poder exprimir livremente opiniões e ideias. Tal como acontecia na Grécia Antiga, em que os cidadãos podiam exprimir-se livremente através do seu voto. Apesar das diferentes formas de governo de cada país europeu, os países europeus partilham valores comuns, tendo-o, assim, manifestado ao assinarem a Convenção Europeia de Salvaguarda dos Direitos do Homem e das Liberdades Fundamentais, assinada em Roma, em 1950.

     A democracia actual foi fundada por três acontecimentos fundamentais: a Constituição e a Revolução Americana, a Revolução Francesa; e a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão que veio a inspirar, mais tarde em 1948, a Declaração Universal dos Direitos do Homem da ONU.

 

Democracia Representativa

     Em democracias representativas, em contraste, os cidadãos elegem representantes em intervalos regulares, que então votam os assuntos em seu favor. Do mesmo modo, muitas democracias representativas modernas incorporam alguns elementos da democracia directa, normalmente referendo.

     O sistema de eleições que foi usado em alguns países capitalistas de Estado, chamado centralismo democrático, pode ser considerado como uma forma extrema de democracia representativa, onde o povo elegia representantes locais, que por sua vez elegeram representantes regionais, que por sua vez elegiam a assembleia nacional, que finalmente elegia os que iam governar o país. No entanto, alguns consideram que esses sistemas não são democráticos na verdade, mesmo que as pessoas possam votar, já que a grande distância entre o indivíduo eleitor e o governo permite que se tornasse fácil manipular o processo.

     Outros contrapõem, dizendo que a grande distância entre eleitor e governo é uma característica comum em sistemas eleitorais desenhados para nações gigantescas (os Estados Unidos e algumas potências europeias, só para dar alguns exemplos considerados inequivocamente democráticos, têm problemas sérios na democraticidade das suas instituições de topo), e que o grande problema do sistema soviético e de outros países comunistas, aquilo que o tornava verdadeiramente não-democrático, era que, em vez de serem escolhidos pelo povo, os candidatos eram impostos pelo partido dirigente.

     Hoje, em muitas democracias, o direito de voto é garantido sem discriminação de raça, grupo étnico, classe ou sexo. No entanto, o direito de voto ainda não é universal. É restrito a pessoas que atingem uma certa idade, normalmente 18 (embora em alguns lugares possa ser 16 — como no Brasil — ou 21). Somente cidadãos de um país normalmente podem votar em suas eleições, embora alguns países façam excepções a cidadãos de outros países com que tenham laços próximos (p.ex., alguns membros da Comunidade Britânica e membros da União Europeia).

     O direito de voto normalmente é negado a prisioneiros. Alguns países também negam o direito a voto para aqueles condenados por crimes graves, mesmo depois de libertados.Em Portugal, este é o tipo de democracia que se encontra em vigor.

 

Trabalho realizado por:

  • Hélder Vitorino
  • Tomas Rosa
  • Gonçalo Rita
  • Lucas Batista
  • Vasco Silva
 

a democracia ateniense

Filed under: Uncategorized — filipa92 @ 19:11
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     É questionável se já houve algum dia uma democracia puramente directa de qualquer tamanho considerável. Na prática, sociedades de qualquer complexidade sempre precisam de uma especialização de tarefas, inclusive das administrativas; e portanto uma democracia directa precisa de oficiais eleitos.

     Na Grécia Antiga o regime político em vigor a partir no século V a.C. era a democracia. Com este regime pretendia-se que todos os cidadãos pudessem participar nas escolhas governativas da cidade.

     Mas nem todos os habitantes da Grécia podiam exercer o governo da cidade. Entre os habitantes da Grécia existiam três grupos sociais distintos: os cidadãos, os metecos e os escravos. Apenas os cidadãos podiam participar no governo da cidade e eram todos iguais perante a lei, ricos ou pobres, desde que fossem considerados cidadãos. Para adquirir este título o habitante da Grécia teria que ser filho de pai e mãe ateniense, ter mais de 18 anos e ter frequentado o exército.

     O outro grupo social era o dos metecos que eram estrangeiros que residiam em Atenas. Os metecos pagavam, além de um imposto especial chamado o metécio, um imposto de guerra, eram excluídos do voto e das magistraturas e não podiam adquirir terras. No entanto eram admitidos no exército e podiam praticar todo o tipo de profissões. Entre os metecos havia artesãos, comerciantes e artistas.

     Por fim como em todo o mundo antigo, os trabalhos mais difíceis eram reservados para os escravos, simples «instrumentos animados». Só as pessoas muito pobres não dispunham de um ou dois escravos. Eram filhos de escravos, prisioneiros de guerra ou, com mais frequência, infelizes raptados pelos piratas, que os traficantes vendiam em seguida como se fossem gado. Vinham de todas a regiões do mundo mediterrânico. Os escravos públicos pertenciam ao estado que os tratava bem: eram agentes da polícia, guardas de prisão, varredores, cantoneiros, operários dos arsenais, empregados de administração, baixos funcionários.

     O povo de Atenas governava-se a si próprio. Reunido numa assembleia ou Eclésia, decidia os assuntos da cidade e ele próprio fazia justiça no tribunal do Helieu. Para preparar os debates da Eclésia e assegurar a continuidade do governo, recorria-se a um conselho: a Bulé. Para assegurar a execução das leis e as funções da administração e de comando, era necessário delegar os seus poderes em magistrados. Mas eram tomadas todas a precauções para que na medida do possível a última palavra fosse do povo. O conselho da Bulé era formado por 500 membros escolhidos à sorte, por um ano apenas, entre os cidadãos de idade superior a 30 anos, à razão de 50 por tribo. Os 50 membros da Bulé que pertenciam à mesma tribo presidiam, ao mesmo tempo, durante 36 dias, àquela assembleia e à Eclésia: eram os prítanes.

     O ano político estava dividido em 10 períodos iguais, chamados pritanias. Como havia 10 tribos, durante uma pritania, os 50 membros da Bulé que eram da mesma tribo exerciam a sua função com o título de prítanes. As funções da Bulé eram estudar e redigir os projectos de lei provenientes da Eclésia, controlar os magistrados, dirigir todos os negócios públicos e, mais particularmente, os que se referiam à marinha e ao Império.

     Quanto à Eclésia, reunia-se quatro vezes em cada pritania, e apesar de todos os cidadãos poderem comparecer nas suas reuniões nunca houve numa reunião da Eclésia mais do que 6000 cidadãos. Depois de uma cerimónia religiosa os pritanes mandavam ler o programa da sessão. Votavam-se os projectos de lei vindos da Bulé, elegiam-se certos magistrados, discutia-se a politica externa e, uma vez por ano votava-se o ostracismo.

     Anualmente, 6000 cidadãos tirados à sorte, os heliastas, reuniam-se no tribunal do Helieu; eram repartidos em dez secções que formavam outros tantos tribunais. Nestes tribunais não existia nem procurador nem advogado, o queixoso e o acusado expunham a sua versão, um de cada vez, em tempo limitado, e de seguida numa urna própria os juristas podiam decidir a quem dar razão. O tribunal mais famoso era o Areópago, que era formado por antigos arcontes, que julgavam os criminosos acusados de homicídio voluntário.

     Os magistrados apenas eram designados um por ano e formavam geralmente colégios de 10 membros. Os mais importantes eram os arcontes e sobretudo os estrategas. Os dez arcontes eram tirados à sorte e presidiam às cerimónias religiosas e aos tribunais; o arconte-rei presidia ao Areópago.

     Os dez estrategas, eleitos e reelegíveis, chefes do exército e da marinha, acabaram por se tornar os primeiros magistrados da cidade.  No entanto os magistrados sofriam constante vigilância da Bulé e da Eclésia: o povo podia suspendê-los antes do fim do ano e deviam, ao deixar o cargo, prestar contas, sob o risco de serem citados no tribunal do Helieu.

 

 

 

Trabalho realizado por:

  • Hélder Vitorino
  • Tomas Rosa
  • Gonçalo Rita
  • Lucas Batista
  • Vasco Silva

 

 

Educação para a cidadania na Grécia Antiga 2 de Junho de 2009

Filed under: Uncategorized — filipa92 @ 12:19

    

     O conceito de cidadania tem raízes no modelo ateniense que apresenta a cultura como meio de assegurar a unidade. Atenas aparece como um centro cultural permitindo manifestações cívico-religiosas e a educação para o exercício da cidadania. 

     Na Grécia clássica o termo Cidadania designava os direitos relativos ao cidadão, ao indivíduo que vivia na cidade e participava activamente nos assuntos desta. Parece que Cidadania se referia a todo um conjunto de implicações que decorriam na vida em sociedade. Hoje Cidadania não se refere somente a este conceito mas também a um conjunto de valores sociais associados a deveres e direitos do cidadão.

     Numa sociedade aberta, para ensinar os jovens, e para uma boa educação, era necessário que estes se convertessem em homens cultos, corajosos, sensíveis ao belo e, sobretudo, empenhados na vida política da cidade.

     As crianças eram educadas pela mãe, no gineceu até aos sete anos. A partir dessa idade eram orientadas para os papéis e para as tarefas que mais tarde iriam assumir na sociedade. As raparigas ficavam em casa, onde aprendiam todos os deveres que competiam à mulher e os rapazes iam à escola e preparavam-se para ser cidadãos.

     O estado não interferia na educação dos jovens, deixando-a ao critério dos pais. Recomendava, apenas, que aprendessem a nadar, a ler, a escrever e a praticar exercício físico. Os mais pobres contentavam-se com estes conhecimentos, mas todos os que podiam fazer, seguiam um programa de estudos bastante mais alargado.

     O currículo era constituído basicamente pela aprendizagem da leitura, da escrita e da aritmética. Logo que dominavam estes conhecimentos, o mestre, iniciava os seus alunos nos poemas de Homero e de Hesíodo, que deveriam recitar de cor. A recitação tinha a finalidade de tornar as façanhas dos heróis, um exemplo para os jovens, ensinando-lhes a coragem e a honra e fazer com que a harmonia e o ritmo penetrassem na alma do aluno, tornando-o num apreciador de coisas belas. A poesia era sempre acompanhada de música.

     Os jovens mais abastados eram seguidos por um pedagogo, normalmente um escravo culto que os acompanhava nos trabalhos escolares. A educação intelectual era sempre complementada com a preparação física que estava ao cargo do pedotriba. Exercitar o corpo e a alma era considerado tão necessário como desenvolver a mente, pois o cidadão tinha um serviço militar a cumprir e deveria estar pronto para defender a sua pólis sempre que necessário. O desenvolvimento integral do indivíduo não pode desprezar nenhuma destas duas componentes. A preparação física continuava a partir dos quinze anos, em escolas próprias, os ginásios. 

     Nos ginásios ensinavam-se também a Matemática e a Filosofia, isto é, a “procura da sabedoria” e domínios como a ciência, a moral, a religião e a governação política.

     A educação do cidadão completava-se no exercício da vida cívica, através da participação nas assembleias, do exercício das magistraturas ou de discussões na ágora. Caso pretendessem aprofundar os seus conhecimentos, os atenienses podiam fazê-lo junto de um mestre conceituado pela sua sabedoria.

     Ao longo do século V a.C., surgiram os sofistas, professores que andavam de cidade em cidade, fazendo conferências e dando aulas, das quais se faziam pagar. Os sofistas deslumbravam os jovens com as suas lições, defendiam um saber enciclopédico e empenhavam-se no desenvolvimento do espírito crítico e da facilidade de expressão. Estes eram poucos escrupulosos, preocupavam-se mais em ensinar a “arte de convencer”, do que com a formação moral dos jovens. Por isso, durante muito tempo, os sofistas eram vistos como pessoas pouco rectas, arrogantes e superficiais.

     Hoje, reconhecemos o quanto importante foram para a criação de uma nova ordem de estudos e para o conhecimento do ser humano, como indivíduo e como ser social.

     Pode-se concluir que a democracia ateniense limitava o direito à cidadania pois apenas os rapazes eram preparados para serem cidadãos e estavam excluídos as mulheres, os metecos e os escravos.

 

 

Trabalho elaborado por:

Ana Isabel Fernandes nº3

Carolina Amaro nº7

Catarina Rodrigues nº8

Inês Pedro nº18

Mariana Semião nº23

 

 

cristianismo: as origens 13 de Maio de 2009

Filed under: Uncategorized — filipa92 @ 20:33

 

     Jesus Cristo nasceu na Palestina, naquele que acabou sendo estabelecido como o primeiro ano da Era Cristã, durante o reinado de Octávio César Augusto, primeiro imperador romano. Aos 30 anos de idade, Jesus iniciou a sua vida pública, dizendo ser o messias, o salvador há muito esperado pelo povo hebreu. A sua morte ocorreu, provavelmente, em 33 d.C., no reinado de Tibério, o segundo imperador. Ao longo dos 3 séculos seguintes, o Cristianismo foi largamente perseguido no Império Romano, até à sua legalização, no reinado de Constantino, em 313, e a sua posterior oficialização como religião do Império por Teodósio, em 380.

     As origens e a evolução do Cristianismo estão bastante ligadas à evolução do Império Romano. Da mesma forma, a definitiva expansão da nova crença fez-se paralelamente ao declínio de Roma. O Cristianismo surgiu na Palestina, região sob o domínio romano desde 64 a.C. Tem como origem a tradição judaica de crença na vinda de um Messias, o filho de Deus, cuja vinda seria a salvação para todos aqueles que acreditassem nele.

     As circunstâncias em que Jesus Cristo, já adulto, teria surgido na cidade de Jerusalém eram altamente explosivas. A Palestina jamais se submetera totalmente ao domínio romano, levando o Império a uma postura repressiva em relação à população local, que reagia por meio de movimentos armados contra a presença romana.

     Foi nesse clima bastante tenso, que Jesus procurou exprimir uma mensagem baseada no amor ao próximo, no perdão às ofensas e no desapego aos bens materiais. Tal mensagem em nada ameaçava o domínio romano, mesmo porque, segundo os Evangelhos, Jesus sempre afirmou que a sua pregação nada tinha de política, que o reino a que se referia não era um reino terrestre.

     Por outro lado, o carácter explosivo da região, aliado à postura romana de combater sistematicamente o surgimento de lideranças que pudessem ofuscar o predomínio do Império, faziam de Jesus um potencial inimigo para Roma. Outro elemento a ser considerado é a atitude comum do Estado romano, de procurar aliar-se às elites das áreas dominadas, utilizando-as como um elemento de controlo sobre os sectores populares.

     Dessa forma, a condenação a Jesus imposta pelos romanos seria um acto de simpatia para com as autoridades religiosas judaicas, que já o haviam rejeitado.
Segundo os Evangelhos, Jesus foi preso pelos romanos, sob a acusação de conspirar contra o Império. Torturado, foi condenado à morte e crucificado no ano de 33, a mando do procurador romano Pôncio Pilatos.

     As perseguições acabaram por fortalecer o Cristianismo. Os seus adeptos uniram-se, aceitando o martírio sem hesitação, na certeza da salvação, e o seu exemplo fez novos e numerosos adeptos, especialmente  numa época de crise e de falência dos poderes públicos. Mais do que isso, o Cristianismo era a única opção de consolo espiritual para a grande parte da população pobre que o Império possuía.

     Da mesma forma, a mensagem de igualdade e pacifismo e a própria escravidão contribuíram para a desagregação das bases sociais e políticas em que se assentava o Império.

     O crescimento do número de fiéis, bem como a rigidez da organização cristã, tornou as perseguições cada vez mais difíceis. A partir do século III, momento em que se iniciou a crise do Império, aumentava significativamente o número de despossuídos, justamente a camada que teria no Cristianismo sua única perspectiva de consolo espiritual.

     A última perseguição foi decretada pelo imperador Diocleciano, na primeira metade do século III. Já, nesse momento, era difícil para o Império manter a postura repressiva sobre uma parcela cada vez mais significativa da população. Tanto que, no início do século IV, em 313, o imperador Constantino publicou o Edicto de Milão, concedendo liberdade de culto aos cristãos, como já foi referido anteriormente.

     Mais do que isso, à medida que a crise do Império se agravava, as suas próprias estruturas administrativas se deterioravam. O imperador Teodósio, por meio do Edicto de Tessalónica, em 380, tornou o Cristianismo a religião oficial do Império. Com esse acto, ele tinha o objectivo de, não apenas exercer um controle sobre a crença cristã, mas, dando ao Cristianismo um carácter oficial, também utilizar a estrutura da Igreja como instrumento organizativo do Império.

 

 

 

 Trabalho realizado por:

Ana Catarina Jerónimo, nº 1

Ana Rita Batista, nº 3

Bárbara Duarte, nº 6

Mariana Figueiredo, nº 18