GineHistória

O Cantinho da História

cristianismo: as origens 13 de Maio de 2009

Filed under: Uncategorized — filipa92 @ 20:33

 

     Jesus Cristo nasceu na Palestina, naquele que acabou sendo estabelecido como o primeiro ano da Era Cristã, durante o reinado de Octávio César Augusto, primeiro imperador romano. Aos 30 anos de idade, Jesus iniciou a sua vida pública, dizendo ser o messias, o salvador há muito esperado pelo povo hebreu. A sua morte ocorreu, provavelmente, em 33 d.C., no reinado de Tibério, o segundo imperador. Ao longo dos 3 séculos seguintes, o Cristianismo foi largamente perseguido no Império Romano, até à sua legalização, no reinado de Constantino, em 313, e a sua posterior oficialização como religião do Império por Teodósio, em 380.

     As origens e a evolução do Cristianismo estão bastante ligadas à evolução do Império Romano. Da mesma forma, a definitiva expansão da nova crença fez-se paralelamente ao declínio de Roma. O Cristianismo surgiu na Palestina, região sob o domínio romano desde 64 a.C. Tem como origem a tradição judaica de crença na vinda de um Messias, o filho de Deus, cuja vinda seria a salvação para todos aqueles que acreditassem nele.

     As circunstâncias em que Jesus Cristo, já adulto, teria surgido na cidade de Jerusalém eram altamente explosivas. A Palestina jamais se submetera totalmente ao domínio romano, levando o Império a uma postura repressiva em relação à população local, que reagia por meio de movimentos armados contra a presença romana.

     Foi nesse clima bastante tenso, que Jesus procurou exprimir uma mensagem baseada no amor ao próximo, no perdão às ofensas e no desapego aos bens materiais. Tal mensagem em nada ameaçava o domínio romano, mesmo porque, segundo os Evangelhos, Jesus sempre afirmou que a sua pregação nada tinha de política, que o reino a que se referia não era um reino terrestre.

     Por outro lado, o carácter explosivo da região, aliado à postura romana de combater sistematicamente o surgimento de lideranças que pudessem ofuscar o predomínio do Império, faziam de Jesus um potencial inimigo para Roma. Outro elemento a ser considerado é a atitude comum do Estado romano, de procurar aliar-se às elites das áreas dominadas, utilizando-as como um elemento de controlo sobre os sectores populares.

     Dessa forma, a condenação a Jesus imposta pelos romanos seria um acto de simpatia para com as autoridades religiosas judaicas, que já o haviam rejeitado.
Segundo os Evangelhos, Jesus foi preso pelos romanos, sob a acusação de conspirar contra o Império. Torturado, foi condenado à morte e crucificado no ano de 33, a mando do procurador romano Pôncio Pilatos.

     As perseguições acabaram por fortalecer o Cristianismo. Os seus adeptos uniram-se, aceitando o martírio sem hesitação, na certeza da salvação, e o seu exemplo fez novos e numerosos adeptos, especialmente  numa época de crise e de falência dos poderes públicos. Mais do que isso, o Cristianismo era a única opção de consolo espiritual para a grande parte da população pobre que o Império possuía.

     Da mesma forma, a mensagem de igualdade e pacifismo e a própria escravidão contribuíram para a desagregação das bases sociais e políticas em que se assentava o Império.

     O crescimento do número de fiéis, bem como a rigidez da organização cristã, tornou as perseguições cada vez mais difíceis. A partir do século III, momento em que se iniciou a crise do Império, aumentava significativamente o número de despossuídos, justamente a camada que teria no Cristianismo sua única perspectiva de consolo espiritual.

     A última perseguição foi decretada pelo imperador Diocleciano, na primeira metade do século III. Já, nesse momento, era difícil para o Império manter a postura repressiva sobre uma parcela cada vez mais significativa da população. Tanto que, no início do século IV, em 313, o imperador Constantino publicou o Edicto de Milão, concedendo liberdade de culto aos cristãos, como já foi referido anteriormente.

     Mais do que isso, à medida que a crise do Império se agravava, as suas próprias estruturas administrativas se deterioravam. O imperador Teodósio, por meio do Edicto de Tessalónica, em 380, tornou o Cristianismo a religião oficial do Império. Com esse acto, ele tinha o objectivo de, não apenas exercer um controle sobre a crença cristã, mas, dando ao Cristianismo um carácter oficial, também utilizar a estrutura da Igreja como instrumento organizativo do Império.

 

 

 

 Trabalho realizado por:

Ana Catarina Jerónimo, nº 1

Ana Rita Batista, nº 3

Bárbara Duarte, nº 6

Mariana Figueiredo, nº 18

 

a queda do Império romano do Ocidente

Filed under: Uncategorized — filipa92 @ 20:28

     Existiram diversas transformações no Império Romano. Durante o governo de Diocleciano e Constantino, várias medidas foram adoptadas na tentativa de conter a crise, entre elas a criação de impostos pagos em produtos, congelamento de preços e salários, e a fixação do camponês à terra, iniciando-se a prática de um processo de maior ruralização. O imperador Constantino foi também o responsável pela conciliação entre o Império e o cristianismo, a partir do Edicto de Milão, em 313, que garantia a liberdade religiosa aos cristãos, que até então haviam sofrido intensas perseguições e que naquele momento representavam uma possibilidade de justificar ao poder centralizado e ainda servir para travar o movimento popular e de escravos, uma vez que a doutrina cristã reforçava a esperança de uma vida digna após a morte, no Reino de Deus. A nova religião foi ainda mais reforçada durante o governo de Teodósio quando, através do Edicto de Tessalónica (380), o cristianismo foi considerado como religião oficial do império. A política imperial baseava-se na utilização da Igreja como aliada, na medida em que esta era uma instituição hierarquizada e centralizada e que contribuiria para justificar a centralização do poder.

     Apesar desse conjunto de medidas, a crise económica aprofundava-se, assim como a presença de povos bárbaros aumentava, estimulando a fragmentação territorial e a ruralização, pois o desenvolvimento das vilas estimulava uma economia cada vez mais auto-suficiente. Esse fenómeno era particularmente forte na parte ocidental do Império, onde a presença bárbara foi muito maior e onde a decadência do comércio foi mais acentuada.

     Na divisão do Império em duas partes no final do século IV, contribuiu também para esse processo: o Império Romano do Oriente, com a capital em Constantinopla ainda conseguiu manter uma actividade comercial com outras regiões do Oriente, enquanto o Império Romano do Ocidente, com a capital em Milão, viveu um período de grande crise. Do período de agonia do final do Império Romano do Ocidente, surgiram características que sobreviveram e ficaram presentes na idade Média, fazendo parte da estrutura feudal, como por exemplo o trabalho do servo e a organização das Vilas.

     Em volta do Império Romano viviam povos a quem os Romanos chamavam “Bárbaros”, pois não falavam latim, nem tinham os mesmos hábitos. A partir do século III começaram a deslocar-se para o Oeste, invadindo o Império e derrotando as legiões romanas. Assim se deu a queda do Império Romano do Ocidente. Entre os séculos II e III, o Império começou a sentir os sinais de crise. A diminuição do número de escravos, as revoltas nas províncias, a anarquia militar e as invasões bárbaras. Em relação às invasões, a região europeia do império passou a ser ocupada por povos nómadas, de diferentes origens e em alguns casos, que realizavam um processo de migração, isto é, sem a utilização de guerra contra os romanos. Alguns desses povos foram considerados aliados de Roma e a eles confiados a defesa da fronteira do Império.

     Os povos Bárbaros estavam divididos, principalmente, em: Francos, Lombardos, Anglos e Saxões, Burgúndios, Visigodos, Suevos, Vândalos e, finalmente, Ostrogodos. A pouco e poucos, os Visigodos foram adoptando o modo de vida dos povos peninsulares, tendo-se até, convertido ao Cristianismo.

 

  YouTube – Queda do império romano – A queda – Legendado [PARTE 1] PTBR

 

 

 

Trabalho realizado por:

Ana Catarina Jerónimo, nº 1

Ana Rita Batista, nº 3  

  Bárbara Duarte, nº 6

Mariana Figueiredo, nº 18

 

a romanização da Península Ibérica

Filed under: Uncategorized — filipa92 @ 20:20

 

     Em 218 a.C., durante a Segunda Guerra Púnica, entre Roma e Cartago, os Romanos começaram a conquista da Península Ibérica. Lutaram contra os Cartagineses, acabando por expulsá-los da Península em 206 a. C., com a conquista de Cádis, passando a dominar o litoral mediterrânico.

     Seguiram-se as lutas contra os povos peninsulares. Por 194 a. C. deu-se o primeiro confronto com os Lusitanos onde os chefes que se destacaram foram Viriato e Sertório.

     A conquista da Península durou até 19 a. C., no tempo de Augusto, porque os povos peninsulares ofereceram uma grande resistência aos romanos. A conquista foi-se estendendo do sul para o norte, mais montanhoso, onde era mais fácil resistir.  Foi precisa a intervenção de Décimo Júnio Bruto que tinha como cargo general e dos imperadores Júlio César e Octávio para que a paz se instalasse.

     Octávio César Augusto dividiu então a península em três partes, a Lusitânia, a Tarraconense e a Baetica.  A economia foi bastante desenvolvida, passou-se a uma economia agrícola com bom aproveitamento dos solos e das várias culturas, como o trigo, oliveira, fruta e vinha. Desenvolve-se também a produção industrial de bens utilitários e de luxo.

     A língua latina passou a ser a língua oficial, sendo um factor de ligação e de comunicação entre os vários povos e passou a ser escrita e falada por todo o mundo Romano. No campo da religião e da legislatura os Deuses romanos eram adorados, todos se regiam pelas mesmas leis e todos prestavam culto ao Imperador.

     Surgiram novas cidades, casas com melhores condições, pessoas que saíram das montanhas para que conseguissem melhores condições de vida e até povos indígenas que lá se instalaram e se adaptaram ao modo de vida romano.

     A indústria desenvolveu-se, sobretudo na olaria e  na exploração mineral que passou a pertencer ao Senado romano, sendo explorada por escravos (destacou-se a região que se estende de Grândola a Alcoutim, de onde era extraído o cobre e a prata),

     Começaram então a aparecer feiras e mercados onde muito contribuiu a circulação da moeda e a extensa rede viária que ligava os principais centros de todo o Império. Introduziu-se também o capital em dinheiro, o juro e a usura.

     A nível arquitectónico foram feitas novas construções em toda a península como pontes, teatros, termas, templos, aquedutos e quaisquer outros tipos de edifícios públicos e privados, civis e militares.

     Destacaram-se três tipos de cidades no território da península:

  • as colónias que eram cidades criadas e povoadas por verdadeiros romanos que usufruíam da plena cidadania;
  • os municípios  que eram povoações pré-existentes que recebiam privilégios, que tinham uma grande autonomia administrativa mas a cidadania era incompleta;
  • as cidades estipendiárias que tinham uma condição jurídica inferior e tinham de pagar um imposto – stipendium.

 

Alguma cidades do tempo dos Romanos:

Aeminium – Coimbra
Aquae Flaviae – Chaves
Bracara Augusta – Braga
Conímbriga
Ebora Liberalitas Julia – Évora
Egitânia – Idanha-a-velha
Interamniense-Viseo – Viseu
Miróbriga – Santiago do Cacém
Myrtilis – Mértola
Olisipo Felicitas Julia – Lisboa
Ossonoba – Faro
Pax Julia – Beja
Portucale-Castrum Novum – Porto
Salatia – Alcácer do Sal
Scallabis – Santarém
Sellium – Tomar

 

 

 

Realizado por:

Joana Barreto

Francisco Mendes

Ana Rita Melro

Tânia Vedor

Joana Dias

 

a educação romana

Filed under: Uncategorized — filipa92 @ 20:13

 

     Em Roma ir à escola era uma coisa comum e de ambos os sexos. Dos 7 aos 11 anos, rapazes e raparigas aprendiam as primeiras letras, escrita e leitura com o litterator e cálculo com o calculattor. Além disso, os alunos decoravam os trechos poéticos.

     O dia escolar romano começava muito cedo, decorria praticamente sem interrupções e a disciplina era muito rígida.  Dos 11 aos 17 anos, só alguns rapazes e raparigas passavam para o nível secundário, isto porque este era um ensino mais dispendioso, e só frequentavam este ensino quem tinha mais posses.

     O mestre do ensino secundário era o gramático. Neste nível de ensino aperfeiçoavam-se conhecimentos da língua e estudavam-se obras literárias como: a poesia de Virgílio, a retórica de Cícero e a História de Salústio e Tito Lívio. Além disso, faziam parte do currículo também disciplinas como; matemática, geometria, música e astronomia.

     Por fim, aos 17anos, só alguns rapazes ingressavam no ensino superior, em que o mestre era o rethor. Só ingressavam rapazes porque no ensino superior a aprendizagem era à base de retórica e direito, destinados ao desempenho de altos cargos políticos e administrativos, em que só os homens podiam participar.

     O Estado de Roma, sempre incentivou ao ensino pois viu nele um poderoso meio de unificação cultural do Império. Devido a isso, o Estado: insistiu com as autoridades municipais para que criassem escolas e suportassem os seus custos; concedeu aos seus professores a protecção e privilégios de ordem fiscal, isentando os impostos e custeou a actividade de alguns gramáticos e, sobretudo, de retóricos, a fim de tornar gratuito o seu ensino.

 

 

 

Realizado por:

Jessica Fraústo

Joana Marecos

Mariana Marcelino

Rita Coelho

 

O pragmatismo romano na arte e na literatura

Filed under: Uncategorized — filipa92 @ 20:10

 

A arquitectura

 

    A arquitectura romana teve influência nos modelos gregos. Os romanos adoptaram as três ordens arquitectónicas (dórica, jónica e coríntia) e formaram uma nova ordem arquitectónica, a ordem compósita, que era uma junção das três ordens. Embora os romanos, na arte, se baseassem muito nos gregos, foram mais criativos que estes. Os romanos começaram a utilizar novos materiais, como o betão e o tijolo.

 

 

Épica

 

     Um poema épico, ou epopeia, é um poema heróico narrativo extenso, uma colecção de feitos, de factos históricos, de um ou de vários indivíduos, reais, lendários ou mitológicos.

     Em Roma, destacou-se Virgílio Maro com a sua grande obra épica, a Eneida. Esta foi inspirada nos poemas homéricos, retratando as origens de Roma e atribuindo-as a Eneias. Na Eneida, Virgílio destaca os pontos fortes da conquista, destacando-os, quanto aos pontos fracos, passavam despercebidos ou nem sequer eram referidos. E, deste modo, o povo romano em geral, e o imperador, em particular, elevam-se a uma ascendência divina, que explica o seu enorme poder.

 

Historiografia

 

     A história revestiu uma feição pragmática, pois procurava justificar o domínio de Roma e evidenciar a sua acção civilizadora. Começaram então a surgir obras onde este objectivo estava presente como nas obras de Tácito, Tito Lívio, Júlio César, entre outros. Mas foi Tito Lívio que mais glorificou a sua pátria, com História Romana, distribuída por 142 livros que falam da história de Roma do início ao fim.

 

 

 

 

 

 

 

 

Realizado por:

Jessica Fraústo

Joana Marecos

Mariana Marcelino

Rita Coelho 

 

o pragmatismo romano no urbanismo

Filed under: Uncategorized — filipa92 @ 20:04

 

     Os romanos sempre tiveram um enorme sentido prático, realista e virado para o concreto. Todas as coisas que estes faziam tinham que ter alguma utilidade. O Direito é considerado o expoente máximo do pragmatismo romano, pois revela um grande sentido de organização do povo romano e a sua capacidade de adequar a teoria à prática.

     A cultura romana teve várias influências, mas a mais marcante foi a influência grega. Os romanos imitaram a arte, a literatura, a filosofia e a religião gregas. Falar grego era para os romanos sinónimo de cultura.  À medida que o Império Romano crescia fundavam – se novas cidades e renovavam – se as antigas. A fundação de uma nova cidade era uma tarefa que implicava ter um planeamento muito cuidado. 

     A cidade organizava – se a partir de duas ruas principais, o cardo com a direcção norte – sul, e o decumanos, no sentido este – oeste. No cruzamento destas duas ruas principais, normalmente, encontrava – se o fórum que era uma grande praça pública e o centro administrativo e religioso das cidades romanas. No fórum encontravam – se os principais edifícios administrativos: a cúria e a basílica. Na cúria reunia – se o Senado, conselho de notáveis que governavam a cidade; na basílica havia reuniões de políticos, de homens de negócios e esta servia também de tribunal público.

     Em Roma os imperadores acrescentavam construções grandiosas ao fórum da cidade. Nas cidades romanas era visível o gosto pela monumentalidade não só nos edifícios utilitários, como também nas obras decorativas e comemorativas. As principais obras utilitárias que os romanos faziam eram: termas, bibliotecas, aquedutos, anfiteatros, sanitários públicos, sistemas de esgotos e vias de comunicação (pontes e estradas).

 

  

Pragmatismo – sentido prático; atitude que privilegia a utilidade e a eficiência como critérios de actuação.

Urbanismo – Ciência que trata do estudo e planificação do meio urbano. Os Romanos foram mestres do urbanismo e, nas cidades que criavam nada era feito ao acaso.

 

 

Realizado por:

Jessica Fraústo

Joana Marecos

Mariana Marcelino

Rita Coelho

 

A codificação do Direito romano e a extensão da cidadania

Filed under: Uncategorized — filipa92 @ 19:52

    Podemos definir Direito como um conjunto de normas jurídicas que rege a vida de um povo. Os Romanos souberam ultrapassar o noção de Direito como simples somas de leis. Considerada a mais importante criação do génio romano, o Direito espalha o espírito prático e metódico deste povo. A principio, os juristas romanos definiram os princípios básicos a que devem obedecer  todas as leis e sistematizaram as suas diferentes áreas de aplicação. Inicialmente, os Romanos não tinham leis escritas. Era transmitido oralmente de geração em geração . De modo a acabar com certas deturpações e arbitrariedades que, no século V a.C., deram forma escrita às leis correntes.  Os Romanos intitularam por este primeiro conjunto de leis escritas por “Lei das XII Tábuas”. Estas rapidamente se mostraram insuficientes. Então, foi necessário criar novas leis. Encarregues deste Trabalho ficaram os pretores, jurisconsultos ,das decisões do  Senado e do próprio Imperador. Século após século, os Romanos foram redigindo um enorme corpo de leis, orientados por princípios claros de justiça e capazes de dar resposta às questões mais complexas. Conscientes do valor e da grandeza do legado romano em matéria de Direito, os últimos imperadores procuram preservá-lo, ordenando a sua compilação. A mais completa foi ordenada pelo imperador justiniano, conhecida, no seu todo, por “Corpus Juris Civilis”. A imensa obra legislativa dos Romanos actuou como importante factor de pacificação e união dos povos do império.

    A sociedade Romana organizava-se segundo uma estrutura complexa, que estabelecida, entre os homens livres, estatutos muito diversificados. Ser ou não ser cidadão era o ponto de partida de todo o escalonamento social. A plena cidadania romana implicava um conjunto de direitos civis e políticos. De início, a categoria de cidadão romano estava reservada unicamente aos naturais de Roma e seus descendentes. Aos habitantes das terras conquistadas foi concedido um estatuto inferior, que variava de região para região. Normalmente, a condição jurídica de uma cidade estendia-se aos seus habitantes. No entanto era vulgar a atribuição do título de cidadão romano àqueles que se distinguiam pelo seu mérito ou pelos bons serviços prestados. Este processo de progressiva elevação das províncias e dos  e dos seus habitantes ao mesmo tempo estatuto dos seus dominadores concluiu-se, em 212 d.C., quando o Imperador Caracala concedeu a plena cidadania romana a todos os habitantes livres do Império. Este marco contribuiu como nenhum outro para a unidade do Mundo Romano.

 

 

 

Trabalho realizado por:

Rita Gaspar nº5

Cátia Batista nº7

João Aranha nº 15

Joana Bento nº11

Maria Inês nº 17