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a queda do Império romano do Ocidente 13 de Maio de 2009

Filed under: Uncategorized — filipa92 @ 20:28

     Existiram diversas transformações no Império Romano. Durante o governo de Diocleciano e Constantino, várias medidas foram adoptadas na tentativa de conter a crise, entre elas a criação de impostos pagos em produtos, congelamento de preços e salários, e a fixação do camponês à terra, iniciando-se a prática de um processo de maior ruralização. O imperador Constantino foi também o responsável pela conciliação entre o Império e o cristianismo, a partir do Edicto de Milão, em 313, que garantia a liberdade religiosa aos cristãos, que até então haviam sofrido intensas perseguições e que naquele momento representavam uma possibilidade de justificar ao poder centralizado e ainda servir para travar o movimento popular e de escravos, uma vez que a doutrina cristã reforçava a esperança de uma vida digna após a morte, no Reino de Deus. A nova religião foi ainda mais reforçada durante o governo de Teodósio quando, através do Edicto de Tessalónica (380), o cristianismo foi considerado como religião oficial do império. A política imperial baseava-se na utilização da Igreja como aliada, na medida em que esta era uma instituição hierarquizada e centralizada e que contribuiria para justificar a centralização do poder.

     Apesar desse conjunto de medidas, a crise económica aprofundava-se, assim como a presença de povos bárbaros aumentava, estimulando a fragmentação territorial e a ruralização, pois o desenvolvimento das vilas estimulava uma economia cada vez mais auto-suficiente. Esse fenómeno era particularmente forte na parte ocidental do Império, onde a presença bárbara foi muito maior e onde a decadência do comércio foi mais acentuada.

     Na divisão do Império em duas partes no final do século IV, contribuiu também para esse processo: o Império Romano do Oriente, com a capital em Constantinopla ainda conseguiu manter uma actividade comercial com outras regiões do Oriente, enquanto o Império Romano do Ocidente, com a capital em Milão, viveu um período de grande crise. Do período de agonia do final do Império Romano do Ocidente, surgiram características que sobreviveram e ficaram presentes na idade Média, fazendo parte da estrutura feudal, como por exemplo o trabalho do servo e a organização das Vilas.

     Em volta do Império Romano viviam povos a quem os Romanos chamavam “Bárbaros”, pois não falavam latim, nem tinham os mesmos hábitos. A partir do século III começaram a deslocar-se para o Oeste, invadindo o Império e derrotando as legiões romanas. Assim se deu a queda do Império Romano do Ocidente. Entre os séculos II e III, o Império começou a sentir os sinais de crise. A diminuição do número de escravos, as revoltas nas províncias, a anarquia militar e as invasões bárbaras. Em relação às invasões, a região europeia do império passou a ser ocupada por povos nómadas, de diferentes origens e em alguns casos, que realizavam um processo de migração, isto é, sem a utilização de guerra contra os romanos. Alguns desses povos foram considerados aliados de Roma e a eles confiados a defesa da fronteira do Império.

     Os povos Bárbaros estavam divididos, principalmente, em: Francos, Lombardos, Anglos e Saxões, Burgúndios, Visigodos, Suevos, Vândalos e, finalmente, Ostrogodos. A pouco e poucos, os Visigodos foram adoptando o modo de vida dos povos peninsulares, tendo-se até, convertido ao Cristianismo.

 

  YouTube – Queda do império romano – A queda – Legendado [PARTE 1] PTBR

 

 

 

Trabalho realizado por:

Ana Catarina Jerónimo, nº 1

Ana Rita Batista, nº 3  

  Bárbara Duarte, nº 6

Mariana Figueiredo, nº 18