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O Cantinho da História

a romanização da Península Ibérica 13 de Maio de 2009

Filed under: Uncategorized — filipa92 @ 20:20

 

     Em 218 a.C., durante a Segunda Guerra Púnica, entre Roma e Cartago, os Romanos começaram a conquista da Península Ibérica. Lutaram contra os Cartagineses, acabando por expulsá-los da Península em 206 a. C., com a conquista de Cádis, passando a dominar o litoral mediterrânico.

     Seguiram-se as lutas contra os povos peninsulares. Por 194 a. C. deu-se o primeiro confronto com os Lusitanos onde os chefes que se destacaram foram Viriato e Sertório.

     A conquista da Península durou até 19 a. C., no tempo de Augusto, porque os povos peninsulares ofereceram uma grande resistência aos romanos. A conquista foi-se estendendo do sul para o norte, mais montanhoso, onde era mais fácil resistir.  Foi precisa a intervenção de Décimo Júnio Bruto que tinha como cargo general e dos imperadores Júlio César e Octávio para que a paz se instalasse.

     Octávio César Augusto dividiu então a península em três partes, a Lusitânia, a Tarraconense e a Baetica.  A economia foi bastante desenvolvida, passou-se a uma economia agrícola com bom aproveitamento dos solos e das várias culturas, como o trigo, oliveira, fruta e vinha. Desenvolve-se também a produção industrial de bens utilitários e de luxo.

     A língua latina passou a ser a língua oficial, sendo um factor de ligação e de comunicação entre os vários povos e passou a ser escrita e falada por todo o mundo Romano. No campo da religião e da legislatura os Deuses romanos eram adorados, todos se regiam pelas mesmas leis e todos prestavam culto ao Imperador.

     Surgiram novas cidades, casas com melhores condições, pessoas que saíram das montanhas para que conseguissem melhores condições de vida e até povos indígenas que lá se instalaram e se adaptaram ao modo de vida romano.

     A indústria desenvolveu-se, sobretudo na olaria e  na exploração mineral que passou a pertencer ao Senado romano, sendo explorada por escravos (destacou-se a região que se estende de Grândola a Alcoutim, de onde era extraído o cobre e a prata),

     Começaram então a aparecer feiras e mercados onde muito contribuiu a circulação da moeda e a extensa rede viária que ligava os principais centros de todo o Império. Introduziu-se também o capital em dinheiro, o juro e a usura.

     A nível arquitectónico foram feitas novas construções em toda a península como pontes, teatros, termas, templos, aquedutos e quaisquer outros tipos de edifícios públicos e privados, civis e militares.

     Destacaram-se três tipos de cidades no território da península:

  • as colónias que eram cidades criadas e povoadas por verdadeiros romanos que usufruíam da plena cidadania;
  • os municípios  que eram povoações pré-existentes que recebiam privilégios, que tinham uma grande autonomia administrativa mas a cidadania era incompleta;
  • as cidades estipendiárias que tinham uma condição jurídica inferior e tinham de pagar um imposto – stipendium.

 

Alguma cidades do tempo dos Romanos:

Aeminium – Coimbra
Aquae Flaviae – Chaves
Bracara Augusta – Braga
Conímbriga
Ebora Liberalitas Julia – Évora
Egitânia – Idanha-a-velha
Interamniense-Viseo – Viseu
Miróbriga – Santiago do Cacém
Myrtilis – Mértola
Olisipo Felicitas Julia – Lisboa
Ossonoba – Faro
Pax Julia – Beja
Portucale-Castrum Novum – Porto
Salatia – Alcácer do Sal
Scallabis – Santarém
Sellium – Tomar

 

 

 

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