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O Cantinho da História

civilização helénica 6 de Junho de 2009

Filed under: Uncategorized — filipa92 @ 19:36

 

     Desde a sua origem que a civilização helénica é essencialmente urbana. Embora a cidade precise do campo para a sua subsistência é dentro dos seus muros que vive a população mais abastada e influente e é aí que decorrem as principais actividades da vida pública. As condições naturais: proximidade do mar e a grande luminosidade entre outras fazem decorrer no exterior, a maior parte do seu viver quotidiano. O traçado das cidades vai variando com a localização geográfica e com a configuração do terreno. No entanto, há construções que estão sempre presentes: a ágora e a acrópole.

     A acrópole  era o centro da vida religiosa e política da cidade. Era aí que se localizavam as residências do rei e dos nobres e os principais templos. Ao longo dos tempos, a acrópole tornou-se acima de tudo um local de culto. Para lá se deslocavam as grandes procissões e assim como aqueles que, individualmente, queriam honrar os deuses com as suas oferendas.                              

     A vida quotidiana desenrolava-se, especialmente na parte mais baixa da cidade, na ágora ou praça pública. Na ágora encontram-se templos e altares porque para os gregos os deuses estão por todo o lado. Estes edifícios eram muito requintados, sendo obra dos melhores artistas porque este povo valorizava muito a vida religiosa e cívica. “ Se a acrópole era o centro da vida religiosa, cerimonial e patriótica, a ágora era o centro da vida quotidiana. Ambas as partes estavam unidas entre si pela via das Panateneias que conduzia aos esplêndidos monumentos da acrópole”. (1)

     Aos cidadãos, estatuto que em Atenas tinham “os indivíduos livres de sexo masculino, filhos de pais atenienses, aos quais estavam reservados, em exclusivo, a governação da cidade e outros privilégios” (2), eram exigidos impostos suplementares aos mais ricos, as liturgias, destinadas entre outras à organização das festas cívico-religiosas.

     Eram considerados como excluídos as mulheres, metecos e escravos. As mulheres só muito raramente saíam à rua com excepção para a participação nas grandes festas religiosas. Os metecos, “ designação dada ao estrangeiro, geralmente oriundo do mundo grego, que residia na pólis”, tinham muito poucos direitos cívicos um deles o de recorrer aos tribunais, o outro o de participar nas festas religiosas.

 

(1) COUTO, Célia Pinto do e outros, O Tempo da História, História A-10º ano, Porto ,Porto Editora, 2008, 1ª edição

(2) COUTO, Célia Pinto do e outros, Ob. cit.

 

Trabalho realizado por:

 

Ana Catarina Amaral nº 2

Filipa Henriques nº 13

Flávio Marques nº 15

Jessica Inácio nº 19

Rui Sá nº 24

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